acervo
ou sei lá
Francamente? Não leia essa página por enquanto. Ainda to trabalhando nela e tá uma bosta
O tecnofeudalismo é real e já estamos tomando muito no cu atualmente. A vida digital se concentra hoje em poucas plataformas privadas, capazes de controlar infraestrutura, acesso, distribuição e até a permanência do que produzimos e consumimos. Nesse cenário, preservar cultura também se torna uma forma de resistência: acervos públicos, arquivos independentes, bibliotecas, museus e comunidades de preservação ajudam a garantir que obras, documentos e memórias não desapareçam ao sabor de decisões comerciais.
Alguns exemplos marcantes são as login-walls, as pay-walls e o redemoinho-de-merda-causado-por-IAs. O Twitter atualmente impede que você visualize seus conteúdos livremente em outros espaços da web, exigindo cadastro para visualizar publicações. E isso não é incomum. Os ricaços das bigtechs fazem questão de criar o maior número possível de barreiras para obrigar os usuários da rede a se fidelizarem aos seus serviços podres. E sinceramente? O que o Twitter tem a oferecer que não tenha sido criado pela própria userbase? Nada. Vai tomar no cu.
E sobre pay-walls acredito que eu não precise explicar por que é uma merda ter que assinar um monte de serviço podre pra assistir as coisas né? Só pensa.
Depois vou escrever mais coisas nessa bosta... Me ajudem a lembrar.
Algo que me atormenta um pouco (talvez a nós todos) é o entrópico apodrecimento de tudo que existe. E isso não é restrito ao orgânico. Nossa carne morre, mas nossa cultura também morre. Nossas construções. Nossa arte. E inclusive o digital morre e apodrece. Eu poderia perder meu tempo listando os mecanismos que as bigtechs usam pra se alimentar do nosso medo fundamental de mortalidade, mas fodase.
Fato é: arquivos, mídias, formatos e sistemas se degradam, tornam-se incompatíveis ou simplesmente deixam de existir. Preservar não é apenas armazenar. Pagar uma assinatura mensal de drive de uma bigtech não vai resolver o nosso problema acervológico. Curadoria, organização, cópias, migração de formatos e manutenção contínua são importantes sim. Mas o preço de dar mais dinheiro pra esses caras é muito alto. Eu considero muito importante manter a cultura acessível, mas acho que isso precisa ser feito pelas pessoas corretas com intenções e métodos corretos.
Por essas e outras, eu juntei uma lista de materiais que ajudam no uso racional das redes. ^^
sugestões, recursos, movimentos e manifestos:
- Movimento Stop Killing Games
- Library Genesis, uma biblioteca pirata. As URLs atualizadas podem ser encontradas na wiki
- Z-Library, outra biblioteca. URL na wiki